Clubes aprovam redução de estrangeiros no futebol brasileiro; Bahia vota contra

Bahia está entre os clubes contrários à mudança, que reduzirá gradualmente o limite de estrangeiros de oito em 2027 para cinco a partir de 2030.

Redação
2 min de leitura

A proposta da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para reduzir gradualmente o limite de jogadores estrangeiros nos clubes brasileiros foi aprovada nesta segunda-feira (21), após votação envolvendo equipes das Séries A e B.

Entre os clubes da Série A, apenas Bahia e Flamengo votaram contra a mudança. Na Série B, o Londrina também se posicionou de forma contrária. Os demais clubes foram favoráveis à proposta apresentada pela entidade.

Redução será gradual a partir de 2027

A nova regra prevê uma diminuição progressiva do número de estrangeiros que poderão ser relacionados pelas equipes nas competições nacionais.

O limite ficará estabelecido da seguinte maneira:

  • 2027: 8 estrangeiros
  • 2028: 7 estrangeiros
  • 2029: 6 estrangeiros
  • 2030: 5 estrangeiros

A CBF defende que a medida tem como objetivo ampliar o espaço para jogadores brasileiros, especialmente atletas jovens, dentro dos elencos das principais equipes do país.

Além da redução dos estrangeiros, a partir de 2027 será obrigatório que cada clube tenha pelo menos 20 jogadores com até 23 anos entre os 50 atletas inscritos na Série A.

Bahia conta com nove estrangeiros no elenco

A mudança terá impacto direto no planejamento do Bahia. Atualmente, o elenco tricolor conta com nove jogadores estrangeiros, número superior ao limite que será estabelecido para 2027.

O grupo é formado por atletas de três nacionalidades:

Argentinos: Lautaro López, Guido Herrera, Alejo Veliz, Román Gómez e Mateo Sanabria.

Uruguaios: Kike Olivera, Nicolás Acevedo e Michel Araújo.

Espanhol: Marco Moreno.

Ao longo de 2026, o Bahia intensificou a busca por jogadores no mercado internacional, fazendo com que a presença de estrangeiros no elenco aumentasse. Com a nova regra aprovada, a diretoria terá de considerar o limite estabelecido pela CBF nas próximas movimentações do mercado.

Apesar do voto contrário, a proposta foi aprovada pela maioria dos clubes e terá aplicação gradual a partir da temporada de 2027.

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