Mesmo após sair para o intervalo sob vaias e em desvantagem por 2 a 0, o Bahia mostrou poder de reação e buscou o empate em 2 a 2 diante do Santos, na noite deste sábado, pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro. Os visitantes marcaram com Rollheiser, duas vezes de pênalti, enquanto Luciano Juba e Willian José garantiram a igualdade na etapa final.
Com Rogério Ceni suspenso, o time foi comandado à beira do campo pelo auxiliar Charles Hembert, que reconheceu o desempenho abaixo no primeiro tempo, mas destacou a reação tricolor.
- Um jogo difícil, o adversário marcou mano a mano de maneira extremamente forte. Isso para qualquer time é difícil de sair jogando. A gente tinha superioridade numérica com homens de trás, tentou fazer movimentação para não expor o Gabriel com os quatro homens do quadrado por dentro. A gente conseguiu começar bem, criou boas situações. Restante do primeiro tempo a gente se complicou, linhas espaçadas, contra-ataques, dois pênaltis, o segundo, de costas, com o braço sem ver. Aí tem que valorizar essa reação no segundo tempo, conquistar esse ponto e estar no G-5. Isso e valorizar a reação.
O auxiliar também explicou a decisão de iniciar a partida sem Everton Ribeiro, que entrou no intervalo e foi decisivo para a melhora da equipe.
- Terceiro jogo em seis dias do Everton, a gente tinha recebido da fisiologia que ele tinha uma fadiga na coxa, estaria liberado para 30, 40 minutos. Preferiu ir pela via mais saudável de não começar com ele. Por isso entrou após o intervalo.
O empate amplia para três jogos a sequência sem vitórias do Bahia, que ainda corre risco de sair do G-5 ao fim da rodada. Hembert avaliou o momento da equipe e apontou a necessidade de maior eficiência ofensiva.
- Contra o Palmeiras foi um jogo com intensidade, pegada boa. Volto a falar desse ponto, a gente começa os jogos criando oportunidades de gol. Empurrar para dentro do gol, dificuldade para finalizar em gols essas jogadas. Você não mata na hora que está forte no jogo, depois é mais difícil gerenciar os outros momentos do jogo. Sofremos gols assim, mas conseguimos empatar. Precisamos ser mais letais.
Na entrevista coletiva, o auxiliar também comentou outras decisões e aspectos do jogo:
Escolha na defesa
- Gabriel Xavier vinha de jogos, teve sequência. Tem bola aérea extremamente importante. Nos ajuda. Kanu tem facilidade técnica na saída de bola, mas ficou um bom tempo fora. A gente sabia que o Santos teria uma postura mais agressiva que o Remo. No segundo tempo deixamos o Nico e tiramos o Gabriel para ter essa posse e empatamos o jogo.
Centroavante fora da área e entrada de Everaldo
- Falta de peso na área, a gente está trabalhando para melhorar e ter mais peso de área. O Willian é característica dele flutuar, é o que faz de melhor, ainda mais contra esses adversários que marcam individualmente. Ele abre a zaga para nossos pontas infiltrarem. Ele se afasta da área, e temos tentando compensar com os pontas. Por isso fomos como Everaldo e Willian. Precisamos botar mais peso na área, empatamos com os dois nove.
Problemas nos contra-ataques
- Uma coisa que aconteceu mais especificamente hoje, contra o Flamengo no segundo tempo. A gente começa os jogos no campo de ataque, criando oportunidades de gol, e a gente deixou de atacar marcando, nossos homens não marcando corpo a corpo os adversários. Tem também a frustração por não fazer o gol, que aconteceu na parte final do primeiro tempo, ficando com linhas mais abertas, e isso nos fez sofrer os gols de pênaltis.
Condições do gramado
- Se eu for falar disso vocês vão dizer que vai ser a desculpa, mas não é. Tem chovido muito esses dias em Salvador, gramado está em estado complicado, bem irregular, complicado de se jogar. Com a característica de nosso jogo é sempre melhor ter o gramado bom pelos aspectos técnicos dos nossos meio-campistas. Gramado em situação difícil também por causa da chuva.
O Bahia volta a campo no próximo domingo, quando enfrenta o São Paulo Futebol Clube, fora de casa, pela 14ª rodada do Brasileirão.

