Saiba o motivo que fez Renato Paiva pedir demissão do Bahia

Redação
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Fotos: Felipe Oliveira/EC Bahia

Foram apenas nove meses a frente do comando técnico do Bahia para contar na história como treinador de Renato Paiva. Na manhã desta quinta-feira (07), o treinador emitiu uma nota após o seu pedido de demissão e se mostrou grato pela oportunidade concedida pelo Grupo City.

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“O Bahia é um clube apaixonante, de uma torcida gigante e acalorada. Mas que também passa do ponto como qualquer outra. No futebol, somos passíveis a elogios e a críticas, o que é normal, faz parte do jogo. O que não admito é faltar com o respeito com o ser humano”, diz trecho da nota.

O profissional deixa o comando técnico do Bahia com 49% de aproveitamento em 49 jogos, foram 19 triunfos, 15 empates e 15 derrotas. Ele conquistou o Campeonato Baiano 2023, caiu na primeira fase da Copa do Nordeste e nas quartas de final da Copa do Brasil. Na Série A, o Tricolor está na 16ª posição, na luta contra o rebaixamento.

Entre os motivos que ocasionaram ao pedido de demissão, Renato Paiva ficou bastante magoado ao ser hostilizado por torcedores e ver uma montagem com sua foto usando orelhas de burro nas redes sociais. Paiva ainda se mostrou incomodado com desgaste com alguns profissionais da imprensa, onde protagonizou algumas polêmicas.

Torcida organizada publicou a imagem nas redes sociais após o empate contra o Vasco, na Fonte Nova.

Após a goleada contra o Bragantino, Renato Paiva e o radialista Jailson Baraúna bateram boca na entrevista coletiva após a partida.

Veja nota divulgada por Renato Paiva

Apesar de a diretoria da SAF do Bahia e os capitães da equipe, Kanu e Thaciano, terem se posicionado contra sua decisão, o técnico Renato Paiva pediu demissão na noite desta quarta-feira(06/09) e não comanda mais o Esquadrão. Na sua passagem, conquistou o título baiano deste ano e levou o time às quartas de final da Copa do Brasil, o que não acontecia desde 2019. Deixa o clube na 16ª colocação do Campeonato Brasileiro e leva consigo boas histórias, alegrias, mas também uma certa mágoa.

“O Bahia é um clube apaixonante, de uma torcida gigante e acalorada. Mas que também passa do ponto como qualquer outra. No futebol, somos passíveis a elogios e a críticas, o que é normal, faz parte do jogo. O que não admito é faltar com o respeito com o ser humano. Infelizmente, tivemos que montar o elenco com as competições em andamento, mais de 20 reforços chegaram durante a temporada, e não é do dia para o outro que um grande time se forma. É preciso tempo. Mas o que levarei daqui são os momentos felizes que vivi diariamente com um grupo de jogadores fantástico, que sempre me apoiou e esteve ao meu lado. Serei mais um torcedor deles. Agradeço pela oportunidade que o Grupo City me deu de comandar uma das camisas mais pesadas do futebol brasileiro”.

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