Grupo City procura por substituto para Renato Paiva no Bahia, diz radialista

Redação
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Fotos: Rafael Machaddo/EC Bahia

O primeiro turno do Campeonato Brasileiro chegou ao fim para o Bahia com o sinal de alerta ligado. No primeiro ano sob a gestão do Grupo City, o tricolor não engrenou e um dos principais alvos de críticas pela campanha é o treinador Renato Paiva.

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Nesta quarta-feira (16), o radialista Márcio Martins revelou que o Grupo City já chegou ao entendimento que não há mais condições para Renato Paiva seguir no Bahia.

“Tive informação que eles (Grupo City) já discutiram sobre isso, mas ainda não chegaram a um nome específico para um substituto e esperaram até esse momento. Achei que iria demitir depois do jogo contra o Atlético Mineiro, mesmo com o triunfo contra o América. Se perder domingo, o clima fica ainda mais insustentável, não sei até quando eles vão manter isso, mas tenho absoluta convicção que já chegaram a essa conclusão que Renato Paiva não dá mais”, disse Márcio Martins, ao programa os donos da bola.

O pedido da torcida Tricolor para saída do Português Renato Paiva do comando técnico do Bahia pode acontecer ainda neste segundo turno. Recentemente, o clube fez uma sondagem pelo treinador Rogério Ceni.

A derrota para o Atlético-MG, por 1×0, no MIneirão, fez o clube estacionar nos 18 pontos. O time contou com o apoio do Fortaleza, que goleou o Santos, para não entrar na zona de rebaixamento. É o 16º, empatado com o alvinegro, mas leva vantagem no saldo de gols.

Desde 2011, quando voltou a disputar a Série A após sete anos, a campanha comandada por Renato Paiva supera apenas as edições de 2012 e 2014, nas quais o Bahia fechou o primeiro turno com 17 pontos.

O tricolor ficou devendo na primeira metade do Brasileirão. Em 19 jogos, venceu apenas quatro, empatou seis e sofreu nove derrotas. Um aproveitamento de 31,6%. Nem mesmo o apoio da torcida empurrou o time.

Fotos: Felipe Oliveira/EC Bahia

Os tricolores fizeram bonito nas arquibancadas e alcançaram a 5ª maior média de público pagante, com 35.533 torcedores por jogo. Fica atrás apenas de Flamengo, São Paulo, Corinthians e Palmeiras. No entanto, venceu somente três dos nove jogos que fez como mandante.

Entre os problemas da equipe estão o ataque apagado e a vulnerabilidade defensiva. O tricolor marcou 18 gols no primeiro turno e sofreu 25, ficando com saldo negativo de sete. Um problema já que esse é um critério de desempate.

Diante do cenário ruim, o Bahia sabe que tem urgência por uma recuperação. A partir de agora terá mais 19 jogos para evitar um retorno à Série B no primeiro ano da parceria com o City e após investir mais de R$ 100 milhões em contratações.

A chance de virar a chave será neste domingo (20), contra o Red Bull Bragantino, às 16h, na Fonte Nova.

“O torcedor pode confiar que não vai faltar trabalho por parte do elenco, comissão, diretoria, todo staff do Bahia. A gente vem trabalhando, entende que precisa encontrar estabilidade. A gente não está satisfeito com a colocação que ocupa na tabela, e a única solução é continuar trabalhando”, disse o diretor de futebol Cadu Santoro em entrevista ao canal oficial da agremiação.

RETROSPECTO

Tomando como referência outras campanhas do Bahia no primeiro turno, o esquadrão realmente precisa acordar. Em 2014, quando somou 17 pontos em 19 jogos, o clube não conseguiu reagir no returno e acabou rebaixado, com 37 pontos.

Já em 2021, ano do último rebaixamento, o Bahia virou o turno com 21 pontos, e os outros 22 conquistados na fase final foram insuficientes para evitar a queda.

A inspiração pode ser a temporada 2012. A equipe conseguiu uma arrancada no segundo turno e somou 30 pontos. Com 17 que conseguiu inicialmente, ficou em 15º, com 47.

Tomando como referência os 45 pontos, que historicamente é uma média para permanecer na Série A, o Bahia precisa conquistar pelo menos 27 dos 57 pontos que disputará até o final da competição. Logo, o Esquadrão precisa elevar o seu aproveitamento para algo em torno de 47%.

De acordo com os dados do departamento de matemática da UFMG, atualmente o Bahia tem 47,1% de chance de ser rebaixado no Brasileirão. A estatística é atualizada a cada rodada.

Fotos: Felipe Oliveira/EC Bahia

Veja as campanhas do Bahia no 1º turno do Brasileirão com 20 clubes

2023

16º – 18 pontos (31,6% de aproveitamento)

2021

16º – 21 pontos (36,8% de aproveitamento)

2020

13º – 22 pontos (38,6% de aproveitamento)

2019

7º – 31 pontos (54,4% de aproveitamento)

2018

9º – 25 pontos (43,9% de aproveitamento)

2017

13º – 23 pontos (40,4% de aproveitamento)

2014

19º – 17 pontos (29,8% de aproveitamento)

2013

14º – 23 pontos (40,4% de aproveitamento)

2012

16º – 17 pontos (29,8% de aproveitamento)

2011

16º – 20 pontos (35,1% de aproveitamento)

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