VAR pode ser suspenso no Brasileirão com queda na receita dos clubes

Redação
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Os primeiros passos para o retorno do futebol brasileiro foi dado nesta terça-feira (28), após a CBF autorizar o retorno dos treinos. O Bahia retorna as atividades gradativamente a partir da próxima segunda-feira (04).

Uma das principais competições do Bahia na temporada é o Campeonato Brasileiro, que deveria começar hoje (02), porém devido ao coronavírus segue sem calendário. Entretanto, os clubes e CBF discutem formas para iniciar o Brasileirão.

Nesta temporada, o brasileiro não teve contar com o auxilio do árbitro de vídeo. O VAR pode ser sacrificado num primeiro momento quando o futebol retornar também no Brasil. A Europa já discute abertamente que pode ser inviável usar o árbitro de vídeo na retomada após a paralisação por causa da pandemia do novo coronavírus, pela segurança dos profissionais que ficam confinados em cabines fechadas.

EM 2019, BAHIA FOI O CLUBE MAIS BENEFICIADO COM O VAR

Outro fator para a suspensão do VAR no Brasil, é o financeiro. O modelo adotado para financiar o árbitro de vídeo nas 38 rodadas do Campeonato Brasileiro da Série A prevê que a CBF banque a maior parte, R$ 12 milhões dos R$ 19 mi, com os R$ 7 milhões restantes divididos entre os clubes, o que dá um total de R$ 350 mil para cada um dos 20 participantes.

Clubes avaliam que o VAR será um gasto impraticável com a queda de receitas que terão em 2020. Se retornar com 38 rodadas, o Brasileiro terá portões fechados no início — e há quem aposte que durante todo o ano. Só a não venda de ingressos para os torcedores deixará os clubes com um rombo no orçamento. O Flamengo previa arrecadar R$ 108 milhões em 2020 com bilheteria e operação do Maracanã (venda de produtos). O Corinthians tinha previsão de R$ 71 milhões com entradas vendidas e o Palmeiras R$ 64 mi.

São de cinco a seis profissionais, entre árbitros e operadores, em salas minúsculas, o que será proibido em um primeiro momento quando o futebol retornar — o distanciamento social será regra mesmo após o fim do isolamento até que se encontre vacina e remédio para deter o novo coronavírus.

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