O Bahia voltou a empatar no Campeonato Brasileiro. Na manhã deste domingo (16), o Tricolor ficou no 3 a 3 com a Chapecoense, na Arena Condá, pela 23ª rodada da Série A. A equipe comandada por Rogério Ceni chegou a ficar três vezes à frente do placar, mas não conseguiu sustentar a vantagem e ampliou para cinco a sequência de empates na competição.
Após a partida, Ceni reconheceu a evolução ofensiva da equipe, mas demonstrou insatisfação com a quantidade de oportunidades concedidas ao adversário. Para o treinador, a falta de concentração foi determinante para o resultado.
“Não podemos ter desatenções como foi hoje. Sair na frente três vezes. Com todo respeito pelo que tenho à Chapecoense, que tem chance de terminar na zona de rebaixamento. Falta malandragem, concentração. Não pode ceder tantas oportunidades a um adversário que parece ter caminho definido. Falha de foco, temos treinado até mais. Menos tempo de folga, descanso, mais tempo de treinamento. Ficou muito fácil fazer um gol na gente, cedemos com muita facilidade. Não podíamos tomar os gols que tomamos. Adversário chegou com facilidade. Atípico, não fazíamos três gols, mas não tínhamos problemas defensivos assim. Perdemos a concentração”, avaliou Ceni.
O treinador também destacou que o Bahia criou oportunidades suficientes para sair de campo com os três pontos, mas voltou a sofrer gols logo após marcar, algo que considerou determinante para o empate.
“Fizemos um bom jogo com a bola e realmente falhamos muito. Bolas alçadas para a área foram um pesadelo para a gente. Terceiro gol sai de cobrança de lateral, desatenção na marcação. Segundo gol também. Crescemos na produção ofensiva hoje e criamos oportunidades para vencer. Não podemos fazer gol e tomar gol logo depois. Faltou concentração. Crescemos com o jogo jogado, mas não suficiente para vencer. Tínhamos a obrigação de vencer”, completou.
Ceni cobra atitude dentro de campo

Com cinco empates consecutivos no Brasileirão, o Bahia começa a ver sua situação na parte de cima da tabela ficar ameaçada. Ceni reforçou que a reação precisa acontecer dentro de campo, principalmente na postura da equipe durante os jogos.
“Cada um tem uma forma depois que termina o jogo. Não podemos ceder tantas chances com tão pouco que criaram. Indignação tem que estar dentro do campo, na atitude. Precisamos crescer como um todo, são sete jogos, 11 pontos nos últimos 21 disputados, pouco mais de 50%. Se quer chegar na parte de cima da tabela não pode desperdiçar como foi hoje”, alertou.
O comandante também considerou inaceitável o Bahia sofrer três gols diante de uma Chapecoense que atravessa um momento difícil na competição.
“Algumas peças diferentes do que a gente imaginava. Jogadores foram contratados, mas sistema de jogo dentro do que a gente esperava. Não acho que o jogo parelho, placar igual, mas tivemos muitas vezes oportunidade de matar o jogo e não conseguimos. Hoje cede o gol e perde a confiança. Aí vai lá, faz o gol e parece que não vai acontecer mais nada. Faltou senso de urgência. Sofremos na parte defensiva. Não pode tomar três gols de um time que está numa fase tão difícil. Essa é a parte inaceitável. Oportunidade claríssima no final com Erick. Cedemos muitas oportunidades ao adversário, isso não pode.”
Falta de conexão com a torcida
Questionado sobre a relação entre jogadores e torcida após a partida, Ceni afirmou que os resultados são fundamentais para fortalecer essa conexão.
“Não acho que a falta de conexão está aí, a falta de conexão vem pela falta de resultado, isso causa, é natural. O resultado é a melhor coisa que existe para conectar torcedores com jogadores. O cara está exausto, cansado no campo. Não há desconexão, o cara também sente. Estar à frente do placar três vezes. A gente tenta se apegar a detalhes pequenos. Só é preciso vencer jogos. Não existe time com conexão sem não existir triunfos.”
Juba por dentro e Pulga aberto
Ceni também explicou a opção de utilizar Luciano Juba mais centralizado e manter Erick Pulga aberto.
“Juba não está numa condição física ideal para fazer corredor. Resolvemos usar o Juba por dentro, nos deu posse, superioridade. Juba para fazer o corredor depois que ficou parado. Não tem a energia necessária. Deixou Pulga mais como nós jogávamos. Na parte defensiva fizemos da mesma maneira.”
Mudança no lado direito
Sobre a atuação pelo lado direito e a escolha dos jogadores para a função, o treinador explicou as limitações físicas de Erick e a opção por Caio Alexandre.
“Tem mais jogo pelo lado esquerdo. Seria o Erick [no lugar de Jean Lucas]. Infelizmente teve uma infecção no pé, não aguentaria o jogo inteiro. Caio joga muito melhor olhando o jogo de trás. Tentamos trazer Caio para cinco. A alternativa ao Jean Lucas é mais o Erik do que o Caio Alexandre. Erick mais ofensivo que o Caio, Jean Lucas também.”
Agora, o Bahia terá uma semana livre para treinamentos antes de voltar a campo pelo Campeonato Brasileiro. O próximo compromisso será o clássico contra o Vitória, no próximo domingo (23), às 16h, no Barradão, pela 24ª rodada da Série A.

