Na manhã deste domingo, em partida válida pela décima rodada do Campeonato Brasileiro, o Bahia foi superado pelo Grêmio por 1 a 0, em Porto Alegre. O único gol do confronto foi marcado por Braithwaite, após a cobrança de um pênalti controverso.
Após o jogo, o técnico Rogério Ceni expressou sua insatisfação com a decisão da arbitragem. Em entrevista coletiva, ele questionou fortemente a marcação da penalidade, que também foi contestada pelo goleiro Marcos Felipe. O jogador alegou que havia recolhido o braço no lance com o atacante adversário.
“O que ele fez hoje não pode ser chamado de erro, é algo mais grave”, disse Ceni, referindo-se ao árbitro. “Quando ele vai ao VAR, analisa as imagens e mantém a decisão, deixa de ser apenas um erro e passa a ser algo mais sério.”
O treinador também não poupou críticas à Confederação Brasileira de Futebol (CBF), destacando a falta de organização e clareza na entidade. Segundo ele, o pedido do clube para alteração da data de um jogo contra o São Paulo, por motivos fisiológicos, foi ignorado em favor da grade de programação da televisão.
“A CBF virou uma bagunça. A gente não sabe mais quem está no comando. É difícil trabalhar assim. Chegamos a um ponto em que não há mais para quem apelar”, afirmou.
Apesar das queixas em relação à arbitragem, Ceni reconheceu falhas na atuação da equipe, especialmente no setor ofensivo. “Fizemos um bom primeiro tempo, criamos boas chances, mas faltou mais ambição para finalizar. O pênalti influenciou, sim, mas precisamos melhorar nosso desempenho”, avaliou.
O Bahia permanece em Porto Alegre, onde enfrentará o Internacional nesta quarta-feira, às 19h (horário de Brasília), pela rodada final da fase de grupos da Copa Libertadores. A partida será disputada no Estádio Beira-Rio.







