Exclusiva: Emerson Ferretti fala sobre o andamento projeto Bahia Olímpico

Luís Guimarães
5 min de leitura
Emerson Ferretti. Foto: Louise Victória.

O Bahia vem procurando formas de ir além do futebol, com planos de ampliar os horizontes e voltar a ter organizações nos esportes olímpicos. Desde o início do seu mandato, em dezembro de 2023, o presidente e ex-goleiro do Esquadrão, Emerson Ferretti, junto com o vice-presidente, Paulo Tavares, vem se movimentando bastante para achar meios de tirar as ideias do papel e conseguir pôr o projeto “Bahia Olímpico” em prática.

Em entrevista ao repórter Luís Guimarães, do Bahiaço, Ferretti falou detalhes sobre o andamento do projeto, as principais dificuldades enfrentadas, as modalidades sondadas pelo clube as perspectivas para o projeto.

O presidente conta que como o Bahia é, até então, somente voltado ao futebol, eles estão criando tudo do zero, com a primeira fase englobando vários estudos, viabilidade econômica e o planejamento como um todo.

“Esses primeiros meses foram nesse sentido, com visitas aos clubes, visitas a entes públicos, como o governo federal, prefeitura e o governo estadual, conversando com as pessoas de modalidades que não sejam do futebol, buscando entender o cenário e elaborando os projetos, principalmente os projetos de captação de recursos”, conta.

Em seguida, Ferretti reforça que a primeira parte também envolve a materialização do projeto, e revela que o Bahia terá um Centro de Treinamento Olímpico. “Já temos o espaço e em breve devem iniciar as obras de adequação desse espaço para depois equipar com os equipamentos esportivos. A previsão é de até o final do ano poder inaugurara-lo”, detalha.

Por mais que Salvador não tenha mais um ginásio de grande porte, como era o Balbininho na antiga Fonte Nova, Emerson diz que o maior desafio não é somente a falta de um espaço público para ter onde jogar, mas sim a falta de uma estrutura física própria. “Por isso a gente está montando o Centro de Treinamento Olímpico do Bahia. É a nossa casa de treinamento, onde a gente vai montar essas modalidades olímpicas”, explica.

A necessidade de um espaço especializado também vem pela falta de uma estrutura específica para as modalidades no CT Evaristo de Macedo e no Fazendão, que são focados na prática do futebol.

“Como ia ter um time de basquete se não tem nem onde treinar? Então teria que pedir a um colégio ou a um clube a quadra emprestada para poder treinar, então a gente não tinha nada. Esse era o grande desafio, é criar a nossa casa primeiro, e depois montar nossas equipes”, afirma o presidente do Bahia.

A nova modalidade do clube

Na história do clube, o Esquadrão já teve organizações em modalidades coletivas, e em esportes individuais, apoiando atletas em competições. Com isso, Ferretti explica que o clube entende que a necessidade inicial é um esporte coletivo, pois possuem mais potencial de mobilizar e trazer a torcida para perto. Além disso, revela já ter uma modalidade para dar início ao projeto.

“A gente optou, para um primeiro momento, investir no basquete, e vamos ter as nossas modalidades individuais também, que são de mais fácil implementação [em comparação às coletivas]. A gente precisa ter as duas coisas, e vamos ter as duas coisas”, conta.

Vale lembrar que caso o Bahia entre no basquete, o torcedor baiano poderá contar com o clássico Ba-Vi em mais um esporte, visto que o Vitória participa do Campeonato Brasileiro de Basquete, desenvolvida pela Confederação Brasileira de Basquete (CBB).

No âmbito operacional, o ex-goleiro conta que o projeto funcionará em três pilares: social, formação de atletas e alto rendimento. “É preciso ter um trabalho social que possa atrair a garotada e a criançada e, a partir daí, logicamente vamos detectar possíveis talentos, formar atletas e também ter o nosso alto rendimento”, comenta.

“Formar atleta é um projeto de médio a longo prazo, então a gente não pode esperar formar um atleta para ter esse atleta, então vamos ter também o alto rendimento logo no início”, declara Ferretti. Por fim, segundo ele, a organização vai iniciar com o social e depois vão montar equipes de alto rendimento.

Emerson Ferretti
Emerson Ferretti. Foto: Marcos Valença/Ag. A TARDE.

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Jornalista soteropolitano. Redator e comentarista do Bahiaço e outros portais de notícias. Fã de esporte, apaixonado pelo Futebol e pelo Basquete.
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