John Textor, que ingressou no futebol brasileiro no final de 2021, tem sido uma figura proeminente desde então. Recentemente, o proprietário da SAF do Botafogo manifestou a necessidade de mudanças nas regras para evitar que o Bahia conquiste repetidamente títulos nacionais no futuro.
Em entrevista ao ge.globo, Textor sugeriu a implementação de um teto salarial no futebol brasileiro, destacando o Bahia como um exemplo que precisa ser monitorado.
“Eu adoro as pessoas do Manchester City, elas são incríveis. Mas o fato é que o Brasil está trazendo dinheiro do petróleo para o futebol. Se não tomarmos uma atitude agora sobre um teto salarial, o Bahia vai nos superar. Salvador é uma cidade maravilhosa, com ótimos hotéis e comida. Eles vão dominar os campeonatos pelos próximos 20 anos”, afirmou Textor.
“Lamento informar os torcedores do Flamengo. Se nada for feito, acabou para vocês. Precisamos resolver isso agora. A criação de uma liga e um teto salarial é urgente”.
Para o empresário norte-americano, o Brasil deve se inspirar nas ligas europeias e estabelecer um limite financeiro para os clubes, colocando o Bahia como um potencial adversário.
“Se não agirmos em relação ao Fair Play financeiro, deveríamos implementar um teto salarial. No Brasil, não enfrentamos os mesmos problemas que a Europa com esse tipo de limite. Seria uma forma de garantir que o fluxo de recursos beneficie os jogadores em todos os níveis. É possível implementar isso de maneira saudável”, explicou Textor.
Além de ser proprietário do Botafogo, Textor já foi dono do Crystal Palace, na Inglaterra, e atualmente considera o Lyon como o principal clube de sua holding multiclubes, Eagle Holding.
“Eles (Grupo City) têm o apoio de Abu Dhabi. Nós competimos com o Catar (PSG) na França. Estou enfrentando um país, não apenas um proprietário. Trata-se de um modelo de gastos sem limites. Desde que consigam gerar receita suficiente, o que fazem através de suas conexões com o Catar e patrocínios, conseguem investir onde precisam para vencer a UEFA Champions League”, destacou.
“Tenho que competir com isso como proprietário de um dos grandes clubes da França, o Olympique Lyonnais, que já foi campeão nacional sete vezes consecutivas entre 2000 e 2008. Atualmente, esse clube não consegue disputar nada além do segundo lugar. Vamos fazer o nosso melhor e torcer para que tenham um ano ruim. No entanto, tudo o que eles precisam fazer é investir mais dinheiro do petróleo, e isso nos coloca em desvantagem”.







